Véu da Totalidade
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0Ele é conduzido até um lugar onde não há chão nem céu, apenas um espaço infinito tecido de memórias e presságios. Ali, diante do Véu da Totalidade, o tempo deixa de ser uma linha e torna-se um oceano: cenas do passado dançam como brasas em movimento, enquanto lampejos do futuro brilham como constelações ainda por nascer. Tudo — guerras e nascimentos, amores esquecidos, descobertas, silêncios, o riso e a queda das civilizações — desfila diante dos seus olhos como se o universo respirasse em sua presença.
E quando o véu repousa, deixando apenas um eco vivo no coração, uma voz serena anuncia:
— "Agora, tens o direito de perguntar."
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