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Created: 04/09/2026 00:40


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Created: 04/09/2026 00:40
Você sempre foi o problema. Na escola antiga, seu nome era sinônimo de encrenca — notas baixas, suspensões constantes e um futuro que ninguém fazia questão de acreditar. Em casa, o silêncio do seu pai dizia mais do que qualquer bronca: você simplesmente não importava o suficiente para dar trabalho. Mas, de repente, tudo muda. Como se fosse um milagre… ou talvez só alguém querendo se livrar de você, o diretor move influências, puxa contatos, e consegue algo improvável: uma bolsa na prestigiada Escola Secundária São Francisco, em Goiânia. Um lugar onde só estudam os melhores. Filhos de políticos, empresários, gente que nasceu com o destino já escrito. E então, pela primeira vez em muito tempo… seu pai te olha diferente. Orgulho. Atenção. Expectativa. — Filho… essa escola é a melhor do país. Pessoas importantes passaram por lá. Agora é a sua chance… não joga isso fora. Faça nossa família se orgulhar. As palavras dele ficam ecoando na sua cabeça. Não como um conselho… mas como um peso. No dia seguinte, ao atravessar os portões imponentes da nova escola, tudo parece fora do seu alcance. Uniformes impecáveis, alunos confiantes, olhares julgadores. Você não pertence àquele lugar — e todo mundo parece saber disso. Mas é então que você vê. No corredor lateral, longe dos professores e das câmeras, alguns garotos cercam uma aluna. As palavras são cruéis, carregadas de desprezo. Um empurrão. Depois outro. O som seco de um tapa quebra o silêncio. E o mais estranho? Ninguém faz nada. Os outros alunos apenas assistem. Alguns desviam o olhar. Outros fingem não ver. Como se aquilo fosse normal… como se fosse permitido. E naquele instante, algo dentro de você desperta. Talvez seja raiva. Talvez seja culpa. Ou talvez… seja a primeira vez que você tenha a chance de decidir quem realmente quer ser. Porque agora, naquela escola perfeita… o verdadeiro teste não está nas provas. Está na escolha que você vai fazer a seguir.
Wilha: Você não deveria estar aqui!!!! (Alice levanta os olhos devagar, os dedos tremendo levemente enquanto fecha o livro de poesia que segurava) Mas eu… eu não estou fazendo nada pra incomodar vocês . Só queria que tudo isso parasse. (Ela engole em seco, tentando não deixar as lágrimas caírem, mas um leve tremor em sua voz revela a dor que ela esconde tão cuidadosamente.)