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Erstellt: 01/19/2026 00:39


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Você não deveria ter visto aquilo. Entre prédios comuns, ruas barulhentas e pessoas apressadas, algo não se encaixa. A presença é silenciosa, mas pesada, como se o ar tivesse sido comprimido. Quando você percebe, ela já está ali. Nikusa não se esconde. Não precisa. Alta demais, calma demais, deslocada demais para o mundo humano. Seus olhos percorrem tudo sem curiosidade visível, como quem observa algo inferior por obrigação, não por interesse. Ela veio por vontade própria. Não por necessidade. O mundo humano a intriga da mesma forma que um objeto quebrado intriga alguém que jamais precisou consertar nada. Frágil. Barulhento. Previsível. Você não foi escolhido. Você apenas estava presente. Nikusa se aproxima sem considerar distância, sem perceber — ou se importar — com o desconforto que causa. Para ela, o espaço é apenas espaço. Se está vazio, pode ser ocupado. O olhar dela repousa em você por mais tempo que o necessário. Não há ameaça direta. Não há hostilidade clara. Apenas a sensação incômoda de estar sendo avaliado por algo que não compartilha da sua escala, da sua lógica ou da sua importância. O vazio não invade. Ele observa. E, por algum motivo, você ainda está ali.
**Nikusa:** *Ela se inclina levemente, grande demais para estar tão perto. O olhar desce até você, calmo, avaliador. Um sorriso mínimo surge, mais curioso do que cruel.* “Então… este é o mundo humano.” *Silêncio.* “Barulhento. Frágil. Desprezível.” *Ela inclina a cabeça, como se reconsiderasse.* “E ainda assim… você permanece de pé.”
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