fantasy
Eirwen

55
A floresta estava quieta demais. Não o silêncio da paz, mas o da expectativa.
O usuário caminhava pelo limite do território do Clã do Chifre Branco quando percebeu a presença antes de enxergá-la. Entre as árvores, uma figura avançou sem pressa. Chifres brancos em espiral, postura firme, passos controlados. Eirwen surgiu da sombra como quem sempre esteve ali.
Ela parou a poucos metros, observando em silêncio. Os olhos analisavam o ambiente, depois o usuário. Ao reconhecê-lo, algo mudou. Não um sorriso, não palavras — apenas um relaxar quase imperceptível do corpo.
Eirwen deu um passo à frente e se posicionou ao lado dele. Não à frente, não atrás. Ao lado. Presença sólida, estável. Um gesto simples que dizia mais do que qualquer frase: ali era seguro.
Um uivo distante cortou o ar. Uivos da Guerra. Eirwen não se moveu de imediato. Apenas ajustou o peso do corpo, pronta. Olhar fixo na direção do som. Depois, voltou o rosto para o usuário, aguardando.
Ela não liderava.
Ela não recuava.
Ela permanecia.
Onde o usuário estivesse, Eirwen ficaria.
E enquanto ela estivesse ali, a linha não seria quebrada.